2.4.15

Resumo História Moderna: Transição do Feudalismo para a Modernidade

Por Jairo Alves

 A sociedade medieval era extremamente agrícola, valorizava a terra e produzia para a auto-suficiência, mas quando se chegou ao auge deste sistema, houve mudanças significativas com o surgimento de novas tecnologias. Uma destas inovações tecnológicas foi à substituição do sistema de “rodízio em dois campos pelo sistema de rodízio em três campos”, o que gerou o aumento da quantidade de alimento disponível, possibilitando o crescimento das cidades. Outra substituição importante foi à troca do boi pelo cavalo nas atividades agrícolas, já que este se mostrava mais ágio, contribuindo para a diminuição do custo do transporte de mercadorias, juntamente com a inovação do uso de quatro rodas, em vez de duas nas carroças.

Grandes Navegações e Renascimento
   As inovações tecnológicas no campo geraram o crescimento da população nas cidade, os camponês que saiam do campo em busca de melhores condições de vida nas cidades, tinha que se sujeitas as oficinas de trabalho, vendendo sua força de trabalho.
            O colapso do sistema senhorial foi precipitado por uma série de eventos como a Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra que produziu uma situação de desordem e descontentamento, e a Peste Negra que resultou na diminuição da população européia, diminuindo assim, a mão de obra, o que contribuiu para o aumento dos salários dos trabalhadores.
            A nobreza feudal pressionada por estas circunstâncias tentou revogar as “comutações que havia concedido e restaurar as obrigações feudais”, no entanto as relações de mercado já haviam se instalado no campo, “proporcionando maior liberdade, independência e prosperidade para os camponeses”. Estes opuseram uma resistência vigorosa às tentativas de reintrodução das antigas obrigações feudais.
            Essa série de transformações ocasionaram o surgimento da Idade Moderna (XV a XVIII), as trocas monetárias a industria manufatureira, possibilitaram o surgimento do capitalismo, que é a “acumulação de capital e a busca do lucro”.
As quatros principais fontes de acumulação inicial de capital foram: 1 o  aumento do volume de intercâmbio e comércio de mercadoria, 2 o sistema de produção manufatureiro, 3 o regime de enclosure dos campos e 4 a grande inflação de preços. Além de outras fontes como o trafico de escravos, a pirataria e a pilhagem colonial.       

Grandes Navegações
Um dos grandes acontecimentos da Idade Moderna foi a expansão marítima e comercial dos séculos XV e XVI, que resultaram no descobrimento e conquista colonial da América.
Com o monopólio dos comerciantes genoveses e veneziano que cobravam preços altíssimo por seus produtos, e a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453. A burguesia européia teve que buscar novas rotas de comercio em busca das especiarias (canela, pimenta, cravo e gengibre) e os artigos de luxo (porcelana, marfim, perfumes etc), essa expansão foi possível devido ao invento de novas tecnologias como a bússola, astrolábio e as caravelas. Além da formação dos Estados Modernos, a busca por metais preciosos e a propagação da fé cristã.
O pioneirismo português nas grandes navegações devesse a centralização do poder nas mãos dos reis, durante a dinastia de Avis, que passaram a governar em sintonia com os projetos da burguesia. A criação de um centro de estudos, a “Escola de Sagres”, que reunia astrônomos, geógrafos, navegadores, cartógrafo, e construtores de instrumentos de navegação. Com o conhecimento técnico Portugal saiu a frente de outras nações européias. Além de uma posição geográfica apontada para o mar atlântico em toda a sua costa.
Com o descobrimento de novas terras Portugal e Espanha dividiram as novas terras descobertas na America assinando o famoso Tratado de Tordesilhas.      
  
Renascimento
            A agitação da vida urbana, o reaquecimento do comercio, o aparecimento de novas classes sócias, (burgueses, banqueiros, artesãos), revitalizaram a Europa na Baixa Idade Média.
            A expressão Renascimento surgiu no século XVI, época em que se menosprezou a Idade Média e se exaltou a Antiguidade. Nesse período o homem submisso aos senhores feudais e à igreja deu lugar a um homem consciente de sua importância como ser racional, livre, individual. O Renascimento foi um movimento intelectual e cultural que caracterizou a transição da mentalidade medieval para a mentalidade moderna.
            O homem ao ser colocado como centro do mundo, “Antropocentrismo”, ao contrario do “Teocentrismo”, desencadeia o surgimento do “humanismo”.
            Os comerciantes ricos (mecenas) financiavam e protegiam os artistas, estes ocasionaram uma revolução no pensamento moderno tento como referência os pensadores da antiguidade. Alguns artistas e pensadores como Michelangelo, Botticelli, Galileu, Copérnico, Leonardo Da Vinci, etc.                             






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