15.7.15

Chacina de Feiticeiras: Feitiço e Bruxaria


Você sabe quais os feitiços mais comuns atribuídos a uma bruxa no século XVI e XVII e como era identificada uma bruxa na Idade Média? Uma dica de livro que trata destas questões e o Chacina de Feiticeiras, de 1995, da historiadora americana Anne Barstow, que analisa como a perseguição as mulheres pobres e velhas, como consequência da discriminação que a mulher da Idade Média sofria, ocasional um verdadeiro massacre a várias mulheres de diferentes idades e classes sociais. O livro tem descrições detalhadas de algumas torturas praticadas contra mulheres, que eram levadas aos tribunais acusadas de serem feiticeiras. Uma boa dica para quem estuda gênero e descriminação por conta do sexo, principalmente na Idade Média. Embaixo lista de feitiços atribuídos a mulheres e alguns pontos importantes do livro.

1 Primeiramente para que uma mulher fosse identificada como bruxa, buscava-se uma marca no seu corpo, se encontrada qualquer marca ou teta, era a prova que ela tinha um pacto com o diabo. A teta era onde o Diabo chupa o sangue da Bruxa.

2 O estereótipo de bruxa geralmente é uma mulher velha, manca, de olhos turvos, pálida, arredia e cheia de rugas. Mas isso não impedia que crianças de 8 a 9 anos, e adolescentes fosse acusadas de serem bruxas. Homens também era jugados por bruxaria mas em um numero bem menor em relação as mulheres. Já que se acreditava que a mulher era mais fraca e assim mais fácil de ser dominada pelo demônio.

3 Também era comum acreditar que as bruxas voavam em vassouras pelos ares e iam asabás onde fazia sexo e adorava o Diabo e denegriam a fé cristã.

4 Na Basiléia (Bélgica) acreditava-se que as bruxas podia causar chuva de granizo, um crime típico de bruxas.

5 A maioria das acusadas de feitiçaria eram muito pobres e seus acusadores estavam em melhores condições econômicas do que elas.

6 “Quando a caça às feiticeiras progredia e as autoridades locais intervinham mais decisivamente, os acusadores poderiam esperar destruir a reputação de uma mulher, bani-la ou matá-la. O acusador esperava ainda obter parte de sua propriedade ou toda ela [Isso quando a acusada tinha alguma propriedade, o que as vezes gerava a denuncia por parte do acusador, interessado em tomar a propriedade da vítima]. Mais de uma vítima poderia ser atingida, como um grupo de amigos ou toda uma família sendo eliminada.” p.51

7 Era comum crer que as bruxas podia transforma-se em cachorros, gatos e coelhos. Que podia atravessar portas fechadas, cavalgar pelos céus, ter um amante demoníaco, provocar tempestades e exumar corpos.

8 Além de fazer um pacto com o Diabo e sexo com ele nos sabás, acreditava-se que elas sacrificavam crianças não batizadas, que podiam mudar de aparência, que cozinhavam e comia crianças, até deixar um homem impotente e fazer o pênis de um padre desaparecer.

9 Faziam poções e venenos, usavam amuletos, lançavam mal olhado, espetando alfinetes em bonecas, tendo um conhecimento anormal sobre os sonhos, a previsão do futuro ou as propriedades mágicas das pedras preciosas. Davam a luz a demônios.

10 Outra crença era na possessão demoníaca, o indivíduo fica em transe, perde a consciência. Perde a memoria e pode ter alucinações, exprimir-se em várias línguas, ocorre mudanças físicas, os olhos tornam-se vítreos e salientes, os membros pode endurecer, e o corpo pode tornar-se insensível ao frio ou calor, podendo até levitar.

11 Um caso famoso na américa foi o de Salem em 1695 Massachusetts, Estados Unidos, onde 165 mulheres foram acusadas de bruxaria, destas 20 foram condenadas.

12 Uma especialidade das bruxas Italianas era fazer a porção do amor.

Deve se observar que a feitiçaria era um crime, tipo atribuído as mulheres, em toda a Europa durante o período alto de caça as bruxas entre 1560-1760, na média, 80% dos acusados e 85% dos executados eram mulheres. Também não se pode deixar de mencionar que as confissões ondem as mulheres relatavam manter relação com o demônio, mata crianças e fazer feitiços para adoecer pessoas era obtidos através de cruéis torturas.

Diga de Filme: As Bruxas de Salem
Diga de Livro: O Martelo das Feiticeiras (Malleus Maleficarum) 

Fonte: BARSTOW, Anne Llewellyn. Chacina de Feiticeiras: uma revisão histórica da caças às bruxas na Europa; Tradução Ismênia Tupy. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995.


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