2.4.15

Resumo História Moderna: Reforma e Contra Reforma

 Por Jairo Alves

A Igreja Católica vinha, desde o final da Idade Média (XVI), perdendo a credibilidade com os fieis. Isso ocorria devido ao comportamento imoral dos sacerdotes, que desrespeitavam o celibato, gastavam com luxo, além do comércio de relíquias sagradas e a venda de Indulgencias.

            Havia também o descontentamento dos comerciantes, que sentiam a necessidade de uma nova ética religiosa mais de acordo com a ambição destes, pois a Igreja católica condenava o lucro excessivo. Essa moral econômica se chocava com os interesses da burguesia. Por outro lado, a Igreja insistia em se apresentar como instituição universal que unia o mundo cristão, esse pensamento de universalidade perdia força, pois crescia o sentimento nacionalista que surgia como fortalecimento das monarquias nacionais. Os reis passaram a encarar a Igreja, com sede no Vaticano, como entidade estrangeira, interferido em seus países.       

A Reforma Luterana
O monge alemão Martinho Lutero foi um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica. Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica.
As 95 teses de Martinho Lutero condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo ( religião luterana ). Os ensinamentos de Lutero se baseiam em dois grandes princípios: A Bíblia é a única fonte da verdade religiosas e Só a fé salva,a pratica religiosa não interfere na salvação do indivíduo.
De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época. Em suas teses, condenou o culto às imagens dos santos e a virgem Maria e revogou o celibato. Em seu lugar propôs a meditação e a leitura das Sagradas Escrituras que podiam ser livremente interpretadas. 


A Reforma Calvinista
Na França, João Calvino começou a Reforma Luterana no ano de 1534. Suas idéias divergiam de Lutero em alguns pontos. Calvino ao contrario de Lutero, apoiava a prática burguesa, embora criticasse os abusos da Igreja. De acordo com Calvino a salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto. Essa idéia calvinista, atraiu muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. Calvino acreditava que o ser humano estava predestinado a merecer o céu ou o inferno.

A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o seu casamento, Henrique era casado com Catarina de Aragão, não tinha com ela um filho homem para sucedê-lo no trono. Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses.
Em 1534, o Parlamento inglês aprovou o “Ato de Supremacia” pelo qual considerava Henrique VIII o chefe supremo da Igreja e dono de seus bens. Criava-se a nova Igreja Anglicana, porém sem modificações em termos de doutrina e culto em relação à Católica. A diferença principal é que o chefe da Igreja Anglicana é o rei da Inglaterra e não o Papa.

Contra-Reforma Católica
Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, a Igreja repensa sua estrutura e organização. No ano de 1545, o Papa Paulo III convocou o Concílio de Trento, na Itália. O Concílio de Trento condenou os principais protestantes e apresentou um conjunto de decisões destinadas a garantir a unidade da fé católica e a disciplina eclesiástica. Ficou definido que Seria realizado a Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas, Retomada do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição), punir e condenar os acusados de heresias, Criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos), evitar a propagação de idéias contrárias à Igreja Católica.
Em muitos países europeus as minorias religiosas foram perseguidas e muitas guerras religiosas ocorreram, frutos do radicalismo. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), por exemplo, colocou católicos e protestantes em guerra por motivos puramente religiosos. Na França, o rei mandou assassinar milhares de calvinistas na chamada Noite de São Bartolomeu.

Revolução Inglesa 
A Revolução Inglesa do século XVII representou uma crise do regime absolutista Inglês. O poder monárquico sofreu uma reforma na qual perdeu grande parte do seu poder em detrimento do Parlamento, assim surgiu o sistema parlamentarista inglês que temos até os dias atuais. O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1688.

Esse movimento revolucionário criou as condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, além de possibilitar o avanço do capitalismo. Este movimento revolucionário é apontado por alguns estudiosos como a primeira revolução burguesa da história da Europa, antecipada em até 150 anos a Revolução Francesa.  




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