ELAINE RODRIGUES GALVÃO
(Texto adaptado a partir da Monografia de graduação em História, mesmo titulo, pela Universidade Estadual Vale do Acaraú - UVA, ano 2015)
INTRODUÇÃO
Esta pesquisa aborda as relações de gênero e de classe
na cidade de Ipu durante os anos 1950-1970. Para tanto utilizo como fontes
entrevistas orais, bem como documentos escritos, cedidos pelo professor
Francisco de Assis Martins. Por meio desses documentos e das memórias das
entrevistadas, é permitido analisar diversos temas como: os estigmas sociais,
os espaços de segregação, a situação da mulher que trabalha para garantir à
subsistência de sua família, o lazer, a sociabilidade, as relações amorosas, as
formas de resistência, o “olhar” vigilante da Igreja, a conduta feminina, entre
outros. Nessa pesquisa, portanto, foi imprescindível a metodologia de História
Oral que possibilitou o acesso às experiências de mulheres, considerando o que
fora vivenciado na cidade de Ipu, permitindo assim que se conhecesse memórias e
histórias há muito marginalizadas.
Certamente, as nossas apreensões com o período
transcorrido surgem a partir das nossas inquietações do tempo atual. Algumas
histórias contadas como verídicas, quase nunca foram contestadas por nós
ipuenses. Creio que como pesquisadora devo questionar as verdades
estabelecidas, talvez tenha sido isso que me levou a pesquisar sobre o passado
de minha cidade e sua sociedade.
Nessa pesquisa empenhamo-nos em esclarecer alguns
aspectos sobre um período marcado pelas inúmeras formas de preconceitos sociais
que seriam sócio-étnico-cultural, bem como depreender por meio de algumas
narrativas a respeito de como se dava o comportamento das jovens pertencentes às
classes sociais vigentes, que viveram na cidade de Ipu durante as décadas de
1950 a 1970.






